Im'odd

A madrugada gélida invade o meu quarto, aqueço-me com estas lagrimas púrpuras que escorrem no meu rosto, olho para o lado e vejo o teu olhar, posso tocar-lhe a face, mas minhas mãos tateiam uma fina pele de gelo.

  Como pode algo tão belo estar assim triste, tristeza que não sinto mais ao teu lado, minhas mãos sujas tingem o seu rosto com o doce tom púrpura de minhas lagrimas, esqueço o frio, tua pele de gelo parece tão quente agora.

  A dor em meus dedos congelados me faz rir, doce tão doce sorriso que faz subir um tremor em meu corpo, quem és tu princesa gelada? Porque não me conta os teus medos?

  Nesta noite fria sua tristeza me consome e me faz sentir bem, pois tu já não és pálida, mas sim púrpura banhada por aquelas quentes lagrima.

  Você sorri confusa sem saber de onde vem este calor, se um dia puder olhar para o lado vera que este calor provem de minhas lagrimas de sangue, que choro ao longo desta interminável madrugada.

Caminhava sozinho em uma estrada sem fim, a pálida luz da lua escondia as lagrimas quentes que escorriam pelo meu rosto, meus pés descalços sangram desgastados pela longa caminhada.

A lua se esconde e no meio da escuridão total só se escutava os soluços de meu pranto, nada parece real, me embriago com águas escuras encontradas pelo caminho, entorpeço meu corpo com perfumes venenosos, e ao meio do medo e sangue uma fraca luz ao longe quase me cega, a dor é insuportável, quando chego perto uma criatura tristonha olha em meus olhos e sorri, sua luz estava fraca, mas relutava em se apagar.

Criatura pequena e frágil, não conseguia ver direito o seu rosto a dor era insuportável em meu peito, ela se levanta me toca, pega minha mão e sorri, sua luz se torna incandescente iluminando tudo em minha volta, sem mostrar nenhum tipo de medo ela beija os meus pés, a dor some e as feridas se fecham.

 Finalmente compreendia o que era aquele ardor em minha alma, agora podia ver claramente uma doce menina sentada segurando minha mão sua luz mostrou o caminho a frente e curou minhas feridas, retirou minha dor, mas agora estava fraca, cansada de tanto emanar aquela poderosa luz, a coloco em meus braços, ela me abraça com carinho e sorri.

Já era tarde demais estava perdidamente apaixonado.

 

Na estrada as pedras podem ser afiadas e escorregadias, o caminho sinuoso, mas sempre ao por do sol a luz te cegara fazendo com que esqueças o motivo de tanta dor, o calor subira em seu rosto te fazendo bem, aquele sol que te aquece não acabara com o seu sofrimento, mas sempre estará lá para que pelo menos por alguns minutos tu esqueças a dor e deseje o seu calor.

Venha com teu perfume doce

Engana-me com suas mentiras

Enlouqueça-me com o seu toque

Louco, louco por teu olhar

Louco, louco pelo teu calor

Destruindo sua vida com este doce veneno

Injetado com o mais intenso prazer

Como sofrer pode ser bom

Uma marionete em minhas mãos

Uso-te para queimar os meus pecados

Estas sendo controlada por uma mente enlouquecida

Achas mesmo que me seduz com tanta promiscuidade

Pobre pecadora

Sofra com o mestre das marionetes

As cortinas se abrem

Ela esta com as cordas nas mãos

Com tanta certeza que controla os seus atos

Pobre pecadora

As cortinas se fecham

Pobre pecadora

Nas mãos do mestre das marionetes

Ainda sinto seus lábios tocarem os meus, o doce aroma de teu hálito enche meus pulmões, entorpece meu corpo, me diga como fez com que este coração doente e sem vida voltasse a bater, conte-me os teus segredos, me dê mais um pouco deste teu venenoso prazer.

Beije-me sugue toda a vida de minha alma, nesta noite sem fim ainda posso sentir teus lábios acariciando os meus, em uma completa nostalgia chamo o seu nome, mas você não vem. 

Suas garras felinas dilaceram a carne fétida do meu peito vazio, tu não acharas nada alem de um podre coração negro, enegrecido por suas mentiras, é falso o teu amor, é falsa tua lagrima é falsa minha vida onde teu calor aquecia meu corpo nu.

Não quero mais sentir medo, este medo bobo de ser feliz ou será medo de ser infeliz? Não sei quem é você, só sei que sua magia me acertou direto no peito, aquele vazio que sentia esta cheio, cheio de medo, medo de amar você.